quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Apostila do 3ºAno - 4ºBimestre

Aula 1 - Biotecnologia e a ética

            Biotecnologia é o conjunto de conhecimentos abrange diferentes áreas: Biologia Molecular, Microbiologia, Biologia celular, Genética, Genômica, Embriologia, Técnicas imunológicas, químicas e bioquímicas, Robótica  Controle de processos e Engenharia.
            Ela faz utilização de agentes biológicos, como: organismos, células, organelas, moléculas. Com a finalidade de se obter bens e serviços. Exemplos:
Agricultura:   Adubo composto, pesticidas, mudas de plantas ou de árvores, plantas com propriedades novas e maior resistência.
Alimentação:            Pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína mais elaboradas.
Indústria Química:   Butanol, acetona, glicerol, ácidos orgânicos, enzimas etc.
Eletrônica: Biosensores
Energia: Etanol, biogás
Meio Ambiente: Recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água, tratamento de fossas.
Pecuária: Embriões
Saúde:  Antibióticos, hormônios e outros medicamentos, vacinas, reagentes e testes de diagnósticos.
            Os avanços da biotecnologia levantaram questões como: reprodução artificial, uso de células-tronco, produção de alimentos geneticamente modificados e clonagem. A polêmica, entretanto, está na forma como o conhecimento está sendo usado. Ética, prudência e responsabilidade são os limites para as questões.  Há dilemas como:
- Fertilização in vitro por casais para tentar garantir a ele uma vida saudável ou a cor dos olhos do filho, criando seres “perfeitos”;
- Uso de células-tronco para produção de órgãos X a vida do embrião;
- Alimentos transgênicos, através de mutações genéticas seriam obtidos qualidade superior do produto, melhor cor, tamanho maior, produção mais rápida e em massa poderia acabar com a fome no mundo, mas o que eles podem causar em longo prazo no nosso organismo.

Aula 2 -  Benefícios e Limitação da Biotecnologia

            O uso da biotecnologia trouxe muitos benefícios, como a grande melhora na qualidade de vida do ser humano. Ela permitiu que fosse feito diagnostico e cura de doenças que na antiguidade eram consideradas fatais, produção de medicamentos e redução do custo do medicamento, transplantes entre outros.
O melhoramento genético utilizado através da biotecnologia e muito promissora e rápida, pois essa técnica vai permitir a elevação mundial de alimentos, pois vai reduzir as perdas na colheita decorrente de pragas e doenças.
            Contudo, criar criaturas híbridas, de diferentes espécies, cujo na natureza nunca aconteceria, parece ser o limite da revolução biotecnológica. Além de ratos humanizados, já criaram porcos com sangue humano nas veias e ovelhas com fígados e corações humanos. Os pesquisadores dizem que quanto mais experiências consigam fazer, maior será o progresso para as doenças dos humanos, para provar novas drogas, tecidos e órgãos para transplante. Todos esse fatos são altamente questionáveis pela comunidade científica, assim sendo é preciso se ter um senso ético a medida que a biotecnologia avança.

Aula 3 - Intervenção Ambiental na busca da qualidade de vida

             A Intervenção Ambiental pode ser necessária à construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos ou atividades utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como dos que possam causar degradação ambiental de significativo impacto ambiental;
Ela pode ocorrer, entre outros, por meio de:
 - supressão de cobertura vegetal nativa com destoca ou sem destoca para uso alternativo do solo;
- intervenção em áreas de preservação permanente com ou sem supressão de vegetação nativa;
- a destoca em área de vegetação nativa;
- limpeza de área, com aproveitamento econômico do material lenhoso;
- o corte/aproveitamento de árvores isoladas, vivas ou mortas, em meio rural;
- a coleta de plantas e produtos e da flora nativa;
- Manejo Sustentável da vegetação nativa;
- o corte e a poda de árvores em meio urbano;
- a regularização de ocupação humana consolidada em área de preservação permanente
            Considerando a necessidade de atualizar, padronizar, racionalizar e simplificar os procedimentos que alteram o meio ambiente com vistas à melhoria da qualidade vida foi criado a Legislação Ambiental para que isso não ocorra de maneira devastadora.

Aula 4 - Legislação Ambiental: O Poder público e o Cidadão

            A Constituição Federal diz que o poder público e a sociedade são responsáveis pela defesa do meio ambiente.
1) Deveres do poder público:
- Defender e preservar o meio ambiente, de modo a mantê-l ecologicamente
equilibrado;
- Dar acesso à informação sob sua guarda;
- Definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente
protegidos; disciplinar e fiscalizar seu uso;
- Exigir estudo prévio de impacto ambiental de atividade potencialmente causadora de impacto ao meio ambiente e dar-lhe publicidade;
- Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade e o meio ambiente;
- Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino;
- Identificar as terras devolutas necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais, pois são indisponíveis;
- Localizar usinas com reator nuclear através de lei federal;
- Respeitar o caráter inalienável das terras dos índios, preservar seus recursos
ambientais, demarcar e impor respeito aos seus bens;
- Os serviços de saúde são considerados de relevância pública e o Sistema Único de Saúde deve colaborar na defesa do meio ambiente;
- O Estado deve criar normas para atividade econômica de acordo com a defesa do meio ambiente;
- Defender os conjuntos urbanos, sítios de valor histórico, paisagístico, artístico e científico, e criar instituições em defesa do patrimônio cultural; Disciplinar o licenciamento ambiental.

2) Deveres do Cidadão:
- Defender o meio ambiente junto com o Estado;
- Respeitar as regras existente;
- Recuperar o meio ambiente degradado para os que explorarem recursos minerais;
*Os que tiverem condutas consideradas lesivas ao meio ambiente sofrerão puniçõese serão obrigados a reparar os danos causados, independentemente das sanções penais e administrativas;
- Observar a defesa do meio ambiente para todos os que exploram atividades econômicas;
- garantir saúde é estendido às pessoas, à família, às empresas e a sociedade.

3) Direitos do Cidadão:
- Meio ambiente ecologicamente equilibrado;
- Estar informado sobre a situação do meio ambiente e sobre a ação do Estado em sua defesa;
- Direito de ter reparados os danos ao meio ambiente, penalizado o responsável e ressarcidos os prejuízos;
- Direito de se educar sobre as questões ambientais; de ter áreas espacialmente protegidas; de ter o ambiente adequado à sua saúde.
           
Aula 5 - Medidas de Conversão e Recuperação Ambiental

            Converter um ambiente significa transformá-lo em outro, alterando suas características atuais devido a algum evento ou para alguma finalidade. Exemplos:
- Áreas de mata atlântica convertidas para uso agropecuário, devastando a grande biodiversidade da região;
- Mineração e garimpo, extração madeireira, construção de estradas ou usinas hidrelétricas, desertificando, contaminando e inundando diversas reservas naturais;
- Desmatamento florestas para plantar sementes que servem de matéria-prima aos biocombustíveis pode implicar em maiores danos em termos de mudanças climáticas;
            De acordo  com a forma de degradação do meio, temos um processo de recuperação do mesmo, exemplos:
a)Mineração na qual ocorreu escoamento das águas superficiais, erosão,  escorregamentos, deposição de sedimentos e partículas deve-se fazer:
- Revegetação;
- Captação e condução das águas superficias;
- Estabilização de taludes e blocos.
b)Depósito de Resíduos Industriais e Urbanos           que causaram interações físico-químicas no solo (poluição do solo) deve-se fazer:
- Escoamento das águas superficiais;
- Movimentação das águas de subsuperfície.
- Prospeção do depósito;
- Remoção total ou parcial, transporte e disposição dos resíduos;
- Tratamento "in situ" do solo;
- Descontaminação ou remediação do solo.
c)Ocupação Habitacional de Encostas quando em situações de risco devido ao escoamento das águas em superfície e a captação e condução das águas superficiais deve-se fazer:
- Estabilização da encosta (com ou sem estruturas de contenção);
- Revegetação.
d)Ocupação Agrícola Irrigada quando feito o adensamento e compactação do solo e acidificação do solo por lixiviação deve-se fazer:
- Controle da irrigação;
- Aragem profunda do solo;
- Correção da acidez do solo.
e)Cursos e Corpos d´água Assoreados devido a deposição de sedimentos e partículas causando enchentes e inundações, deve-se fazer:
- Controle da erosão a montante;
- Dragagem dos sedimentos;
- Obras hidráulicas.

Aula 6 - O uso sustentável da biodiversidade

            Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ela está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.
            Desde que apareceu a vida na Terra que a evolução faz com que surjam novas espécies diferentes à medida que se vão adaptando a novas zonas e a mudanças no clima. As espécies que não se adaptam, extinguem-se. Graças a ela que podemos obter uma grande variedade de alimentos, medicamentos e de muitas substâncias essenciais à nossa sobrevivência.
            Mas o desmatamento, a poluição atmosférica, o crime ambiental, junto comos efeitos deletérios das mudanças climáticas, representam os principais contribuintes para a perda da biodiversidade.
            Exemplos de ações Sustentáveis:
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário;
- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica;
- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;
- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.
- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.
- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.
- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

- Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.

sábado, 28 de setembro de 2013

Apostila do 2ºAno - 4ºBimestre

1º Aula – Diferenciando as principais doenças

1) Infectocontagiosas: é qualquer doença causada por um agente biológico como vírus, bactéria ou parasita que penetrou, multiplicou-se e se desenvolvimento dentro de um hospedeiro. Ex: Malária, Dengue, Poliomielite, Caxumba, Tétano, Varicela, Tuberculose, AIDS (HIV).

2) Parasitárias: é uma doença infecciosa causada por um parasito protozoário ex: ameba ou metazoário (cestódeo ex: tênia, trematódeo ex: Fasciola hepatica , nematódeo ex:lombriga. e artrópode ex:mosquito) As doenças são: Verminoses, doença de chagas.

3) Degenerativas: consiste na alteração do funcionamento de uma célula, um tecido ou um órgão. Elas provocam a degeneração de todo o organismo, envolvendo vasos sanguíneos, tecidos, ossos, visão, órgãos internos e cérebro. Normalmente, elas são adquiridas por erros alimentares (ou uso excessivo de gorduras de origem animal), uma vida sedentária ou um erro genético. Ex: diabetes, a arteriosclerose, a hipertensão, as doenças cardíacas e da coluna vertebral, além de câncer, Mal de Alzheimer, reumatismo.

4) Ocupacionais: causam alterações na saúde do trabalhador, provocadas por fatores relacionados com o ambiente de trabalho. É adquirida quando um trabalhador é exposto acima do limite permitido por lei a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, sem proteção compatível com o risco envolvido As mais comuns são doenças do sistema respiratório e da pele. Ex: silicose, dermatite de contato, câncer de pele.

5) Causadas por toxinas Ambientais: São aquelas causadas por envenenamento /ou intoxicação. Ex: Os poluentes ambientais, como as dioxinas, PCBs e pesticidas estão associados com o endurecimento das artérias. Em outros casos, esse acumulo acaba sendo posto para fora de formas mais agressivas, como por exemplo o câncer. Essa mal afeta principalmente as pessoas que vivem em cidades muito populosas e grandes centros industriais.

2º Aula – Doenças que mais atingem a população brasileira e sua profilaxia

As doenças que mais afetam os brasileiros segundo o Ministério da Saúde: Obesidade, Câncer, AIDS, Diabetes, Tabagismo, Dengue e Hepatite C
As doenças crônicas mais comuns na população em geral do país são hipertensão (14,0%) e doença de coluna ou costas (13,5%), com artrite ou reumatismo (5,7%), bronquite ou asma (5,0%), depressão (4,1%), doença de coração (4,0%) e diabetes (3,6%). Na população com 35 anos ou mais, 8,1% têm diabetes.
- Obesidade quando não há um descontrole hormonal envolvido, para evitá-la é preciso cuidar da alimentação e praticar atividade física regular.
- Câncer, apenas 10% dos tumores têm origem genética, enquanto todos os outros casos estão relacionados com fatores ambientais e hábitos. Por isso, ter estilo de vida saudável é o primeiro passo para diminuir o risco de câncer. Tabagismo, por exemplo, é uma das maiores causas evitáveis da doença.
-Aids, o sexo seguro é o principal fator de proteção contra a Aids. Para que os índices da doença diminuam, é imprescindível que a população se conscientize.
- Dengue o alerta é para a prevenção, retirando a água parada de objetos e vasos de planta, latas, garrafas e pneus. Os primeiros sintomas são febre alta e manchas avermelhadas pelo corpo.
- Hepatite C, ela infecta até cinco vezes mais que a Aids. O portador do vírus pode desenvolver uma forma crônica da doença que leva a lesões no fígado e câncer hepático. Apesar de ser grave, há tratamento para o problema.

3º Aula – Melhoria nas condições de Vida evitando as carências alimentares

Mudanças ocorridas no Brasil durante a primeira década do século XXI apontam melhorias na, trabalho, rendimento, mortalidade infantil, características de migração, além de outros dados importantes. Estes são fatores importantes para a diminuição da pobreza e das desigualdades sociais no Brasil.
A carência alimentar também vem diminuindo, ela é uma característica normal em muitas partes do mundo, mas que tem de se distinguir das prolongadas ou inesperadas ocorrências de fomes, em que a escassez de alimentos é generalizada, extrema ou as duas coisas. A carência alimentar é, por vezes, motivada pela situação social determinada pelas condições econômicas e materiais da vida e não pela falta de disponibilidade de alimentos. Pode ser causada também por uma má alimentação, somente rica em lipídeos e carboidratos.
As doenças mais comuns estão ligadas a falta de vitaminas e do mineral cálcio, este último fortalece os ossos e participa da contração muscular.

A- fígado de aves, animais e cenoura problemas de visão, secura da pele, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais combate radicais livres, formação dos ossos, pele; funções da retina
D- óleo de peixe, fígado, gema de ovos raquitismo e osteoporose regulação do cálcio do sangue e dos ossos
E- verduras, azeite e vegetais dificuldades visuais e alterações neurológicas atua como agente antioxidante.
K- fígado e verduras de folhas verdes, abacate deficiência na coagulação do sangue, hemorragias. atua na coagulação do sangue, previne osteoporose, ativa a osteocalcina (importante proteína dos ossos).
B1- cereais, carnes, verduras, levedo de cerveja beribéri atua no metabolismo energético dos açúcares
B2- leites, carnes, verduras inflamações na língua, anemias, seborréia atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso.
B5- fígado, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite, vegetais fadigas, cãibras musculares, insônia metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares
B6- carnes, frutas, verduras e cereais seborréia, anemia, distúrbios de crescimento crescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e proteínas, produção de hormônios
B12- fígado, carnes anemia perniciosa formação de hemácias e multiplicação celular
C- laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga escorbuto atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino.
M ou B9- cogumelos, hortaliças verdes anemia megaloblástica, doenças do tubo neural metabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos
PP ou B3- ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígado insônia, dor de cabeça, dermatite, diarréia, depressão manutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de colesterol no sangue

4º Aula – Órgãos Reprodutores: Sistema Genital Masculino

- Pênis: órgão reprodutor e excretor do organismo masculino, contendo em seu interior um ducto (a uretra) responsável pela eliminação da urina (excreta nitrogenada / ureia) e também condução do sêmen que contém os espermatozoides. Esse órgão é formado por tecido cavernoso e esponjoso, que se intumesce em razão da grande vascularização, de acordo com a libido do indivíduo em ocasião à reprodução, proporcionando a ereção deste órgão.

- Bolsa escrotal: cavidade que aloja e protege os testículos, sendo responsável pela manutenção da temperatura adequada à fisiologia dos mesmos;

- Testículos: são glândulas que, além de produzirem os gametas masculinos (espermatogênese) no interior dos túbulos seminíferos a partir de células germinativas primordiais, também possuem células intersticiais (células de Leydig) que sintetizam a testosterona, hormônio sexual masculino;

- Epidídimo: ducto formado por um canal emaranhado que coleta, armazena e conduz os espermatozoides. Neste local os gametas atingem a maturidade e mobilidade, tornando-os aptos à fecundação;
- Canal deferente: canal que transporta os espermatozoides do epidídimo até um complexo de glândulas anexas;
- Glândulas anexas: conjunto formado pela próstata, vesículas seminais e glândulas bulbo uretrais, produzindo a secreção que compõem o sêmen, fluido que nutri e proporciona meio de sobrevivência aos espermatozoides, por exemplo, neutralizando o pH levemente ácido da uretra.

5º Aula – Órgãos Reprodutores: Sistema Genital Feminino

- Vulva ou pudendo: conjunto de estruturas que formam o aparelho reprodutor feminino externo (lábios vaginais, orifício da uretra, abertura da vagina e clitóris).
- Lábios vaginais (Grandes e pequenos lábios): são dobras da pele formadas por tecido adiposo, sendo responsáveis pela proteção do aparelho reprodutor feminino.
- Clitóris: órgão sensível e prazeroso do organismo feminino;
- Vagina: canal que recebe o pênis durante o ato sexual, servindo também como conduto para eliminação do fluxo menstrual e concepção no momento do parto normal (canal que por ação hormonal se dilata para o nascimento de um bebê);
- Útero: órgão que recepciona o ovo / zigoto, proporcionando o seu desenvolvimento durante o período gestacional. Além de proteger o embrião contra choques mecânicos, também impede a transposição de impurezas e contaminação contra micro-organismos patogênicos, bem como auxilia a manutenção da nutrição (formação da placenta e cordão umbilical);
- Tubas uterinas ou tropas de falópio: são ovidutos que possuem numerosos cílios em sua superfície interna, desempenhando a função de transportar o “óvulo” (ovócito secundário) do ovário até o útero. Normalmente é nas trompas que ocorre a fecundação, ou seja, o encontro do espermatozoide com o “óvulo”.
- Ovários: são glândulas responsáveis pela ovulação periódica dos “óvulos”, de acordo com o ciclo menstrual feminino iniciado na puberdade, produzindo também os hormônios sexuais: estrógeno e progesterona.

6º Aula – DSTs

Doenças Agente Causador Sintomas Prevenção
Condiloma acuminado
(crista-de-galo) HPV Fomação de verrugas na região anogenital ou colo-do-útero Evitar o contato com pessoas contaminadas; usar camisinha. Há vacinas.
Herpes Genital HSV tipo 2 (vírus) Aparecimento de vesículas (bolhas) típicas na região ano-genital. Evitar a auto-inoculação, ou seja, evitar que - ao manipular as lesões - a pessoa espalhe o agente causador para outros locais; evitar o contágio por meio do ato sexual.
AIDS HIV (retrovírus) Queda da imunidade, perda de peso, fraquesa, febre, gânglios. Aparecimento de infecções oportunistas. Não entrar em contato com os líquidos transmissores de HIV (sangue, esperma, líquido da vagina, leite materno contaminado); usar camisinha independente de quem seja o parceiro; não compartilhar agulhas ou seringas.
Cancro mole Haemophilus ducreye(bactéria) Formação de uma ferida no pênis ou na região anala, dolorosa, com secreção clara. Predomina no sexo masculino. Evitar a auto-inoculação; evitar o contágio por meio de parceiros portadores.
Gonorréia (blenorragia) Neisseria gonorrhoeae Coceira, corrimento purulento, ardor ao urinar, várias micções (urinar várias vezes). Pode levar a infertilidade. Evitar a multiplicidade de parceiros; usar camisinha; em recém nascidos; gotejar solução diluida de nitrato de prata na conjuntiva do olho.
Sífilis Treponema pallidum(bactéria) Ferida coberta de secreção clara, com pús (cancro duro), pouco dolorosa. Pode levar a complicações no sistema nervoso central e sistema cardiovascular. Usar preservativos regularmente, reduzir o número de parceiros sexuais; fazer diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e em seus parceiros; realizar o teste VDRL (para identifícação da sífilis) em mulheres que manifestem intenção de engravidar.
Tricomoníase Trichomonas vaginalis(protozoário) Corrimento vaginal amarelado, fétido e dor ao urinar. O homem é, geralmente, portador assintomático. Evitar o contato sexual com portadores.
Linfogranuloma venério, buba, "mula" Chlamydia trachomatis De início, vesículas no local de penetração das bactérias. A seguir, formação de ínguas (inchaços nos linfonodos), que evoluem para um inchaço avermelhado e doloroso, conhecido como "mula". Evitar o contato sexual com portadores.
Pediculose pubiana
(ftiríase) Phthirus pubis("chato", um artrópode) Prurido (coceira), ferimentos leves (escoriações) e infecções bacterianas secundárias. Evitar contato com portadores e incentivar a higiene pessoal e a lavagem adequada das roupas.
Hepatite B Vírus da hepatite B Icterícia (amarelamento da pele e da conjuntiva ocular). Dores abdominais. Cirrose hepática. Insuficiência hepática. Câncer hepático. Evitar contato sexual com portadores. Existe vacina.
Hepatite C Vírus da hepatite C Icterícia, febre, cansaço fácil. Pode evoluir para câncer hepático. Evitar contato sexual com portadores. Não há ainda vacina.
Apostila do 1ºAno - 4ºBimestre

1º Aula – A Biodiversidade da Terra, como ela é classificada e
os processos genéticos associados

É essa grande variedade de seres vivos existentes no nosso planeta que chamamos de biodiversidade. Alguns especialistas estimam que existam entre cinco e trinta milhões de espécies de seres vivos na Terra. Para os biólogos geneticistas, a Biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Desde a Antiguidade procura-se reunir os seres vivos em grupos, hoje os seres vivos podem ser classificados com base em características tanto externas quando interna, que revelam o grau de parentesco entre eles, até mesmo técnicas de biologia molecular vem sendo utilizadas para identificar esse grau de parentesco.
Os cientistas desenvolveram um sistema de classificação universalmente aceito. O cientista sueco Carlos Lineu (1707 - 1778) classificou todos os seres vivos até então conhecidos. Para isso, empregou sempre duas palavras para dar nome a eles, o chamado nome científico.
É muito difícil estudar isoladamente todos os seres vivos conhecidos na Terra. Saber como eles são, onde se abrigam, como se reproduzem, é complicado principalmente por se tratar de 5 Grandes Reinos.
Na tentativa de entender melhor a evolução dos grupos de seres vivos e suas relações de parentesco, os cientistas fazem a sua classificação. Classificar é agrupar, formar grupos, obedecendo a determinados critérios. Exemplos: Grupo dos macacos (macaco-aranha, sagüi, bugio, etc.); Grupo dos pássaros (curió, canário, pardal, beija-flor, etc.); Grupo dos cães (pequinês, yorkshire terrier, perdigueiro, pastor alemão, etc).
Espécie é o conjunto de indivíduos semelhantes que podem cruzar-se entre si, gerando descendentes férteis. Ex: do cavalo e da égua. Eles podem cruzar-se e dão origem a um descendente fértil, isto é, que também pode originar descendentes. Por isso, eles são da mesma espécie. Ex: Do cruzamento de um jumento com uma égua nascerá um burro (macho) ou uma mula (fêmea). Estes animais serão estéreis, isto é, não podem dar origem a descendentes. Portanto o cavalo (e a égua) e o jumento são de espécies diferentes.
Já espécies mais aparentadas entre si do que com quaisquer outras formam um gênero. Ex: Os cães e os lobos são parentes próximos e também muito semelhantes. Assim, todos esses animais foram classificados no gênero Canis.
Nome científico: As duas palavras do nome científico são escritas no idioma latim, deve estar destacado do texto de alguma maneira para facilitar a sua identificação. Isso pode ser feito com letras em negrito, em itálico ou sublinhadas.
Ex: Canis familiaris (cachorro) e Canis lúpus (lobo). A primeira palavra é escrita sempre em maiúscula e a segunda em minúscula. A expressão formada da primeira palavra (Canis) mais a segunda (familiaris ou lupus) representa a espécie a que pertence o animal. Assim, Canis, é o nome do gênero ao qual pertencem que é o mesmo para o cão e para o lobo. Ou seja, cão e lobo são do mesmo gênero, mas de espécies diferentes.

2ºAula – Os Reinos e suas características

O Reino é a categoria superior da classificação científica dos organismos introduzida por Lineu, e ele dividiu toda a biodiversidade da Terra em cinco Grandes Reinos
1 - Reino Monera
formado por organismos procariontes, representados pelas bactérias ealgas azuis (cianofíceas ou cianobactérias). São unicelulares ou coloniais. Possuem célulaprocariótica, onde não encontramos organelas citoplasmáticas delimitadas por membranas e omaterial nuclear não está envolto pela carioteca. Nessas células encontramos somente osribossomos, responsáveis pela síntese de proteína.
2- Reino Protista
São representados pelos protozoários - como amebas e paramécios - e certas algasunicelulares - como euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas. Apresentam célula eucariótica, ouseja, com núcleo envolvido pela carioteca e organelas citoplasmáticas envolvidas por membranas.
3 - Reino Fungi
Os fungos são organismos eucariontes, heterótrofos e, em sua maioria, multicelulares.Suas células apresentam reforço celulósico externo, como nas algas e vegetais, porém é comum apresença de depósitos de quitina, substância característica dos animais.Os fungos executam nutrição externa (são heterótrofos por absorção), ou seja, vertemenzimas sobre o alimento (substrato) e absorvem as partículas previamente digeridas.
4 - Reino Plantae
Os seres vivos incluídos no reino Plantae ou Metaphyta são os vegetais verdadeiros,pluricelulares, autotróficos fotossintéticos, com cloroplastos e parede celular compostaessencialmente de celulose, um polímero de glicose. A substância de reserva característica é oamido, outro polímero de glicose.Obs:
5 - Reino Animalia
Organismos eucariontes, multicelulares e heterótrofos. Nutrem-se primariamente por ingestão. Algumas poucas formas alimentam-se por absorção. Este reino compreende os animais,desde as esponjas e o homem.

* Os vírus não constam nessa classificação por não possuírem células. Lembrando que toda célula tem como material genético DNA e RNA, já o vírus só possui DNA ou RNA. Assim sendo ele tem a capacidade de se reproduzir, mas precisa estar dentro de um ser vivo.

* Vírus é ser vivo? Para alguns cientistas sim, porque ele tem a capacidade de ser reproduzir. Para outros, não, porque ele não possui célula.

3ºAula – A distribuição da Vida na Biosfera – Mares

A fina camada de solo, água e ar que abriga a vida em nosso planeta é chamada biosfera.
Nela encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.
É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas (temperatura, pressão...) específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.
A vida nos mares: A salinidade, a temperatura e a luminosidade são fatores importantes para a distribuição da vida no ambiente marinho. Nas águas dos mares, que cobrem mais de 70% da superfície do globo terrestre. O conteúdo de sais dissolvidos na água do mar determina sua salinidade, que pode variar muito, dependendo da quantidade de água doce proveniente dos rios que ali desembocam e do grau de evaporação da água. As radiações solares que chegam até o planeta produzem efeitos de luz e calor sobre os mares. Esses efeitos variam com a profundidade: quanto mais profundas forem as regiões do mar, menos luz e calor elas recebem. Por causa disso, surgem regiões muito diferentes, que tornam possível a existência de uma grande variedade de seres vivos de acordo com a luminosidade. 1) Zona eufótica - Região de grande luminosidade, que vai até aproximadamente oitenta metros de profundidade. Aí a luz penetra com grande intensidade, possibilitando um ambiente favorável à vida de organismos fotossintetizantes, como as algas, e muitos animais que se alimentam delas. 2) Zona disfótica - Região em que a luz apresenta dificuldade de penetrar, tornando-se difusa. Esta região vai até cerca de duzentos metros de profundidade e também abriga organismos fotossintetizantes, embora em proporção menor que a da zona eufótica. Zona afótica - Região totalmente escura, que vai além dos duzentos metros de profundidade. Aí não é possível a existência de animais herbívoros.
Toda a vida no mar depende da atividade fotossintetizante dos seres autróficos, principalmente das do fitoplâncton. As algas, portanto, representam o primeiro nível trófico de praticamente todas as cadeias alimentares marinhas.
Na região iluminada vivem animais herbívoros e carnívoros, além de alguns detritívoros, isto é, que se nutrem de detritos orgânicos formados por restos de organismos mortos. As cadeias alimentares marinhas são muito diversificadas e podem começar com seres autotróficos muito pequenos, como as algas unicelulares, e terminar com animais de grande porte, como tubarões e baleias.
Na região escura não existem seres fotossintetizantes e animais herbívoros. Os peixes abissais, por exemplo, que vivem em grandes profundidades, são detritívoros ou carnívoros e têm adaptações especiais para a vida nesse ambiente.

4ºAula – A distribuição da Vida na Biosfera – Águas continentais e Mangues

As águas existentes nos continentes, rios, lagos e pântanos. Elas representam menos que 3% da massa de água existente no planeta. Sua temperatura varia mais que a da água dos mares e sua composição depende do tipo de solo que as suporta. O teor de salinidade é baixo e a penetração de luz é pequena. Rios, lagos e pântanos diferem entre si pela movimentação das águas. Nos rios, as águas estão em constante mistura por causa das correntezas; nos lagos e pântanos, elas estão praticamente paradas. Considerando esse conjunto, pode-se afirmar que esses ecossistemas abrigam uma considerável diversidade de vida, que inclui algas e outros tipos de plantas, peixes, anfíbios, répteis, moluscos, anelídeos e outros animais. Em geral, os ecossistemas de água parada produzem, através dos organismos fotossintetizantes que abrigam, o alimento necessário para a sua manutenção. Os ecossistemas de água corrente, por sua vez, são relativamente pobres em fitoplâncton. Assim, uma parte da matéria orgânica necessária para a sobrevivência dos animais que neles existem é importada dos ecossistemas terrestres vizinhos.

Mangues, ambiente típico dos litorais tropicais são verdadeiros pontos de ligação entre o ambiente marinho, o de água doce e o terrestre. São berçários da natureza.
Situam-se na região denominada entremarés, que se localiza entre o ponto mais alto da maré alta e o ponto mais baixo da maré baixa. Nessa região ocorre uma intensa deposição de detritos e sedimentos que, misturados à água doce e salgada, juntam-se à argila, formando um solo lamacento.
O solo dos mangues é pantanoso e movediço e possui pouco oxigênio e alta salinidade; abriga, então, plantas halófitas (que se desenvolvem em terrenos salgados), que promovem uma eficiente fixação da planta no solo e plantas arbórea que possui raízes respiratórias; partindo da raiz principal da planta e crescendo para cima, essas raízes emergem do solo e coletam o oxigênio atmosférico, compensando o baixo teor de oxigênio do solo.
A fauna dos manguezais inclui animais como peixes, crustáceos, moluscos e aves diversas, entre outros. O seu cheiro desagradável é produzido pelo gás sulfídrico, que resulta da ação de bactérias na decomposição de restos de animais e vegetais mortos, trazidos pelos rios e pelo mar. Essa ação decompositora das bactérias torna os mangues ricos em nutrientes. Ali muitas espécies de peixes, crustáceos e aves aquáticas vêm abrigar-se e reproduzir-se. Além da alimentação em abundância, os filhotes encontram proteção contra predadores entre as raízes das plantas e nas águas escuras. Por isso os mangues são considerados berçários da natureza.

5ºAula – A distribuição da Vida na Biosfera e no Brasil – Florestas

As florestas constituem formações vegetais em que se encontra uma quantidade enorme de nutrientes e uma diversidade muito grande de formas de vida. Na parte mais baixa, junto ao solo, temos a vegetação herbácea, seguindo-se a arbustiva e, finalmente, a arbórea.
Como as florestas ocupam lugares de temperaturas e climas muito diferentes, que vão desde regiões quentes e úmidas até regiões frias e secas, a sua vegetação difere bastante de um lugar para o outro. Assim, podemos distinguir três tipos básicos de floresta:
1)Floresta de coníferas do hemisfério norte: taiga, estende-se pelo norte da Europa, Alasca, Canadá e Sibéria. Sua vegetação é constituída predominantemente de coníferas, como os pinheiros. As folhas revestidas com cera e de pequena superfície contribuem com a redução de água por transpiração e constituem uma adaptação dessas plantas na defesa contra a insignificante absorção de água no inverno rigoroso, já que, nessas condições, a maior parte da água fica congelada no solo. A vegetação rasteira é pouco desenvolvida e formada por algumas ervas, samambaias e musgos. Isto se deve à pouca quantidade de luz que chega ao solo, pois a copa das árvores forma uma cobertura que filtra os raios luminosos do sol. Alguns tipos de fungo desenvolvem-se sobre as folhas e os ramos que caem ao solo. A fauna é constituída de alces, ursos pardos, lobos, martas, linces, esquilos, raposas e diversas aves, entre outros animais.
2)Floresta decídua temperada: quase toda Europa, parte da América do Norte, o Japão e a Austrália. Esta floresta tem uma característica marcante: as várias espécies de árvores que a constituem perdem suas folhas no final do outono, o que impede que elas se desidratem. Nessas regiões, as quatro estações são bem marcadas, com verões quentes e invernos rigorosos. As árvores mais comuns são os carvalhos, as castanheiras,... A vegetação herbácea e a arbustiva tendem a ser bem desenvolvidas. A fauna é diversificada, com esquilos, lebres, coelhos e veados, lobos, linces, texugos e doninhas.
3)Floresta úmida tropical: A floresta úmida tropical localiza-se entre os trópicos e o Equador. São as florestas de numerosas ilhas do oceano Pacífico, da América do Sul, América Central, África e de regiões da Ásia. Exemplo: floresta Amazônica.
Com vegetação exuberante e grande diversidade de espécies tanto vegetais quanto animais, esta floresta apresenta inúmeras e complexas relações entre os seres vivos. Nas regiões de florestas úmidas tropicais, o índice de chuvas é alto e as temperaturas são elevadas. Como a vegetação arbórea é muito densa, a luminosidade em seu interior é muito pequena. A altura das árvores varia muito. As copas das mais altas formam uma camada que recebe toda a luz do sol. Logo abaixo ficam as copas das árvores de menor porte e que recebem os raios solares que conseguiram passar pelas mais altas. Em seguida vêm as copas do arbustos. A medida que nos aproximamos do solo, a quantidade de luz torna-se escassa, mas a vegetação rasteira é geralmente variada. Ex: ipês, as seringueiras, os jacarandás, os jatobás. Nos troncos das árvores desenvolve-se grande número de trepadeiras e orquídeas, bromélias e samambaias, além de musgos e liquens. A fauna é muito rica e variada. Ex: macacos, preguiças, lagartos, cobras, pererecas, roedores e morcegos, além de vários pássaros como papagaios, araras, beija-flores, pica-paus, mosquitos, formigas, borboletas, decompositores, como bactérias e fungos. Estes últimos seres têm um papel fundamental na vida dessa floresta. Eles decompõem folhas e galhos que caem das árvores, assim como os restos animais que vão se depositando no chão, transformando-os em matéria inorgânica, que é devolvida ao solo. Assim reinicia-se o ciclo da matéria nesse complexo e surpreendente ecossistema.

6ºAula – A distribuição da Vida na Biosfera e no Brasil – Campos, Desertos e Tundra

Campos São ecossistemas formados por uma vegetação predominantemente rasteira, constituída basicamente de gramíneas. Podem também abrigar vegetais arbustivos e arbóreos. Os campos recebem várias denominações, como cerrado (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, etc.), estepe (Rússia), pradaria (Estados Unidos), savana (África), etc. A fauna dos campos é variável, conforme o tipo considerado. De maneira geral, abrigam mamíferos de alta velocidade: leopardos, antílopes, zebras e girafas, nas savanas africanas; antílopes, búfalos e coiotes, nas pradarias americanas. Além dos mamíferos, a fauna dos campos inclui aves diversas (gaviões, corujas, etc.), inúmeros répteis, insetos, etc.

Desertos são encontrados na África, na Ásia, na Austrália do Norte e na América do Sul. O maior deles é o deserto do Saara (África).
Nos desertos, o solo é árido e as chuvas são muito escassas. O grande fator ambiental que limita a vida animal e vegetal nesses ecossistemas é a água. A vegetação é pobre e pode ser formada principalmente de cactáceas.
A fauna dos desertos varia de um tipo para outro. De maneira geral, é constituída de insetos (grilos, besouros, cupins-de-areia, etc.), répteis (lagartos e cobras) e mamíferos (ratos, gazelas, raposas, coiotes, camelos, etc.), entre outros animais. Durante o dia, a temperatura desses ambientes pode chegar a 50 ºC. Essas regiões podem ficar sem chuva durante anos. As plantas suculentas, como os cactos, armazenam água no caule e suas raízes são muito espalhadas permitindo a exploração de uma área maior do solo. Muitos vegetais que se desenvolvem nessa região possuem ramos verdes ou folhas minúsculas que caem quando a água começa a faltar, evitando a evaporação. Além disso, suas folhas possuem uma espessa cutícula que reduz as perdas de água por transpiração.
Os animais, por sua vez, alimentam-se de plantas suculentas nas quais encontram, ao mesmo tempo, nutrientes e água.
Muitos animais enterram-se na areia durante o dia refugiando-se do calor excessivo, pois a dez ou vinte centímetros de profundidade, a temperatura da areia se reduz a menos da metade da temperatura da superfície. Muitos animais têm apenas hábitos noturnos. Outras características que permitem a vida dos animais no deserto incluem a formação de urina e de fezes concentradas, a escassez ou ausência de glândulas sudoríparas, etc.

Tundra, um ecossistema muito frio. No pólo norte e seus arredores há apenas duas estações durante o ano: um longo inverno, que dura cerca de nove meses, e um curto verão, com duração de cerca de três meses. Essa região dispõe de pouca luminosidade, fato que limita o desenvolvimento de uma vegetação exuberante. No verão, desenvolve-se uma vegetação rasteira, composta predominantemente por musgos e liquens, que recebe o nome de tundra. Essas plantas servem de alimento a animais herbívoros como a rena, e as lebres árticas, que, por sua vez, nutrem carnívoros como o lobo ártico, o urso polar, a raposa-ártica e a coruja-das-neves. No inverno, a vegetação praticamente desaparece, o que provoca a migração de muitos animais para outras áreas, em busca de melhores condições de vida. É o caso, por exemplo, da raposa e da coruja-das-neves, que procuram regiões mais quentes, onde é mais fácil encontrar pequenos animais que lhes sirvam de alimento. Mas os lemingues permanecem na tundra, mesmo no inverno rigoroso. Esses pequenos roedores não hibernam nem armazenam reservas alimentares para o inverno. Eles vivem em galerias que cavam no gelo e alimentam-se dos tipos de liquens, musgos e outros vegetais que conseguem sobreviver no inverno.
Apostila do 3ºAno - 3ºBimestre

Aula 1: Código genético (C.G.) 

É a relação entre a sequência de bases no DNA e a sequência correspondente de aminoácidos, na proteína. A informação genética é transmitida através dos genes, porções de informação contida no DNA dos indivíduos. O C.G. forma os modelos hereditários dos seres vivos. 
Em genética, hereditariedade é o conjunto de processos biológicosque asseguram que cada ser vivo receba e transmita informações genéticas através da reprodução.
Já a Expressão génica é o processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene (trechos de DNA), tal como a sequência de DNA, é processada em um produto gênico funcional, tal como proteínas ou RNA.
O Genótipo é conjunto dos genes de um indivíduo, ele condiciona os fenótipos totais, que é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. Ex: Uma mulher tem cabelos pretos, que herdou dos pais, seu genótipo para a cor dos cabelos caracteriza a cor preta, entretanto ela descoloriu com produtos e seu fenótipo agora é loiro ou ficou muito sol e o cabelo ficou avermelhado.
Nos núcleos das células encontramos dois tipos de ácidos nucleicos: o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o RNA (ácido ribonucleico). As moléculas de DNA e de RNA são constituídas da união de unidades menores, os nucleotídeos.
Cada nucleotídeo é formado por um grupo fosfato, um açúcar (desoxirribose no DNA e ribose no RNA) e uma base nitrogenada. Existem cinco tipos diferentes de bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), guanina (G), citosina (C), e uracila (U). As quatro primeiras são encontradas no DNA. Já no RNA, a timina é substituída pela uracila.
Enquanto os nucleotídeos do RNA se agrupam numa cadeia simples, a molécula de DNA apresenta duas cadeias emparelhadas e enroladas uma sobre a outra, formando uma estrutura conhecida como "dupla hélice". As cadeias do DNA emparelham-se através da ligação entre as bases nitrogenadas: adenina com timina e citosina com guanina (A - T; C - G), que são unidas por pontes de hidrogênio.
Os cromossomos (estruturas presentes no núcleo das células dos seres vivos em geral e no citoplasma das bactérias) são constituídos por um longo filamento de DNA associado a certas proteínas chamadas histonas. Estes genes, presente nos cromossomos dão início a processos de fabricação de proteínas com as mais diversas funções no organismo.
A grande variação de genes aumenta as chances de sobrevivência das espécies, garantindo que um número suficiente de indivíduos consiga se adaptar às mudanças em seu meio ambiente e, assim, perpetue a espécie.

Aula 2: Síntese de proteínas

A importância em se produzir proteínas não está só em suas funções enzimática, transportadora, estrutural, hormonal, defesa, como também na regulação da expressão gênica, controlando a tradução e a transcrição.
A síntese de proteínas é um fenômeno relativamente rápido e muito complexo que ocorre em quase todos os organismos, e se desenvolve no interior das células. Este processo tem duas fases: transcrição e a tradução.
Existem três tipos de RNA: mensageiro (mRNA), ribossômico (rRNA) e transportador (tRNA). Todos eles também participam dos processos de síntese proteica, cada um apresentando diferentes funções.
O início da síntese de uma proteína se dá quando determinado trecho de DNA, um gene, tem suas duas cadeias separadas pela ação de uma enzima chamada polimerase do RNA. A polimerase do RNA orienta os nucleotídeos livres presentes no núcleo junto a uma dessas cadeias de DNA.
1)Transcrição: Os nucleotídeos de RNA agrupam-se segundo um emparelhamento de bases nitrogenadas parecido com o das duas cadeias do DNA, com a diferença de que a adenina se emparelha com a uracila (A - U). Forma-se então uma nova molécula de RNA, chamada de mRNA, que se desprende da cadeia de DNA e migra para o citoplasma.
Após esse processo a sequência de bases transcritas a partir do DNA carrega consigo a informação codificada para a construção de uma molécula de proteína. Essa codificação se dá na forma de trincas de bases nitrogenadas, chamadas códons.
As proteínas são moléculas formadas por uma sequência de unidades menores chamadas aminoácidos. Os códons do RNA formado nesse processo determinam os aminoácidos que constituirão uma determinada molécula de proteína. Eles contêm, portanto, uma mensagem para a síntese proteica.
2) Tradução: A etapa seguinte da síntese proteica ocorre no citoplasma das células, onde o mRNA formado durante a transcrição acopla-se a organelas chamadas ribossomos, que são constituídas por rRNA associado a proteínas. É nos ribossomos que ocorre a síntese e eles podem encontrar-se livres no citoplasma ou associados ao retículo endoplasmático rugoso.
Entra em ação, então, o RNA transportador, que recebe esse nome em virtude de transportar com ele os aminoácidos (unidades constituintes das proteínas). No tRNA há uma trinca de bases nitrogenadas denominadas anticódon, por meio das quais ele se liga temporariamente ao mRNA no ribossomo, pelas bases complementares (códon).
Os aminoácidos transportados em cada tRNA unem-se entre si por meio de uma ligação química conhecida por ligação peptídica. O ribossomo, que catalisa esse processo, desloca-se então sobre o mRNAe o primeiro tRNA se desliga do conjunto ribossomo-RNAm, sendo que os aminoácidos permanecem ligados.
Em seguida, uma nova molécula de tRNA se une ao ribossomo, transportando mais um aminoácido que se junta aos outros dois. O processo continua até que todos os códons do mRNA tenham sido percorridos pelo ribossomo, recebendo os tRNA complementares e formando uma cadeia de aminoácidos, ou seja, uma molécula de proteína.
Todas as proteínas presentes nos mais diferentes seres vivos são compostas por combinações entre 20 aminoácidos. Chamamos de código genético a correspondência entre os códons e os aminoácidos. Com a união dos aminoácidos temos a proteína.
As quatro bases nitrogenadas do mRNA combinam-se, três a três, formando 64 códons que correspondem a apenas 20 aminoácidos. Dois ou mais códons podem codificar um mesmo aminoácido, por isso costuma-se dizer que o código genético é degenerado. Existem também alguns códons que não correspondem a aminoácido nenhum. Neste último caso, tratam-se de códons que determinam o término do processo de tradução.

Aula 3 – Genética

Muito falo hoje em dia é o Projeto Genoma, que é o nome de um trabalho conjunto realizado por diversos países visando desvendar o código genético de um organismo (podendo ser animal, vegetal, de fungos, bactérias ou de um vírus) através do seu mapeamento. Para compreendê-lo é preciso conhecer um pouco de genética.
A genética é um estudo dos meios com os quais as espécies se preservam, passando suas características próprias e as diferenças entre pais e filhos. Vamos ao principais termos:
1)Cariótipo → Conjunto de cromossomos de cada célula de um organismo.
2)Cromossomo → Cada um dos longos filamentos presentes no núcleo das células eucarióticas, constituídos basicamente por DNA e proteínas.
3)Cromossomos Homólogos → Cada membro de um par de cromossomos geneticamente equivalentes, presentes em uma célula diplóide, apresentando a mesma seqüência de lócus gênico.
4)Lócus Gênico → Posição ocupada por um gene no cromossomo.
5)Alelo → são as formas alternativas do mesmo gene. Ex: A ou a
6)Homozigótico → Indivíduo em que os dois genes alelos são idênticos. Ex: AA ou aa
7)Heterozigóticos → Indivíduos em que os dois alelos de um gene são diferentes entre si. Ex: Aa
9)Gene Dominante → Propriedade de um alelo (dominante) de produzir o mesmo fenótipo tanto em condição homozigótica quanto heterozigótica. Ex: Genótipo AA ou Aa produzindo fenótipo olhos escuros.
10)Gene Recessivo → Propriedade de um alelo (recessivo) de produzir seu fenótipo tanto somente em condição homozigótica. Ex: Genótipo aa produzindo fenótipo olhos claros.
11)Interação Gênica → Ação combinada de dois ou mais genes na produção de uma mesma característica. Ex: 4 diferentes tipos de cristas de galinhas.
12)Genoma → é toda a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
A comprovação da hipótese de dominância e recessividade nos vários experimentos efetuados pelo grande Cientista Mendel levou, mais tarde à formulação da sua:
-1º lei de Mendel: Lei da Segregação dos Fatores - Cada característica é determinada por dois fatores que se separam na formação dos gametas, onde ocorrem em dose simples isto é, para cada gameta masculino ou feminino encaminha-se apenas um fator. Ex: Pelagem de ratos. Quando o Fenótipo for Preto o genótipo é BB ou BB e quando for Branca é bb. Se o rato tiver o genótipo Bb ele produzirá gametas B e b.
* Quando a Dominância é incompleta (Co-Dominância) temos o fenótipo intermediário. Ex: Flores VV (vermelha), VB (rosa), BB (branca).
- 2º lei de Mendel: Lei da Segregação Independente dos Fatores - Os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido (ser “misturado”), distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso. Uma fruta sendo considerada simultaneamente a cor (amarela ou verde) da sua casca, a textura (lisa ou rugosa) dela. Sendo a dominância para a cor verde e textura rugosa teríamos genótipos AALL, AALl, AaLL, AaLl para essas características e genótipo aall para a recessiva de cor amarela e lisa. Mas também poderíamos ter combinações para verde e lisa ou amarela e rugosa. Ex: Um ser com genótipo AaBB produz gametas AB, AB, aB e AB.

Aula 4: Impactos do Desenvolvimento, Qualidade de Vida e Biotecnologia

Há algum tempo atrás era impossível pensar que uma pessoa com necessidade especial poderia ter uma vida comum. Hoje, com o avanço tecnológico, a pessoa com deficiência visual pode ter acesso a textos por meio de softwares. Surdos e mudos usam telefones especiais e os deficientes físicos participam de esportes com ajuda de cadeiras , cura de diversas doenças foram descobertas, ... Podemos ressaltar que este avanço está diretamente ligado a melhores condições de vida e maior acessibilidade.
Hoje, testes seguros de paternidade são realizados utilizando sangue, saliva, dentes, bulbo capilar, igualmente análises dos resultados comparando os fragmentos de DNA amplificados das amostras do pai, mãe e filho ocorrem com amostras encontradas na cena do crime, em corpos ou vítimas com as de suspeitos.
Contudo a busca incessante pelo desenvolvimento acabou causando a contaminação do meio ambiente tanto por materiais químicos como por materiais radioativos. Materiais este que podem causar: Irritação na pele, vômitos, alergias, asfixia, inconsciência, alterações nervosas, tumores malignos, malformação no feto e mutações.
As mutações causam defeito no mecanismo de duplicação do DNA, exposição a radiações ionizantes raio X, raios gama e radiação ultravioleta, radioatividade) causam a formação de íons dentro das células. Os produtos químicos como benzimidazol, ácido nitroso, hidrazina, gás mostarda e metanol aumentam os níveis de mutação dos genes de qualquer organismo vivo, desde vírus e bactérias até vegetais e animais. Contudo nos seres vivos existem enzimas de reparação que corrigem os erros de duplicação do DNA, diminuindo muito as mutações.
A Biotecnologia é a aplicação de conhecimentos químicos e biológicos e de novas tecnologias nas áreas da saúde, de alimentos, química e ambiental que originem produtos úteis e contribuam para a resolução de problemas.
- Em laboratório, ele estuda o melhoramento genético, a criação e o gerenciamento de novos produtos, que podem ser medicamentos, ingredientes para alimentos industriais ou até mesmo uma planta.
- Na área da microbiologia, estuda fungos, bactérias, vírus e protozoários e as moléstias que eles causam em plantas e no organismo do homem e de animais, além de pesquisar métodos de utilização desses microrganismos na produção de alimentos e bebidas, como laticínios, cerveja e vinho.
- O especialista em imunologia emprega os microrganismos na produção de vacinas e medicamentos.
- Em indústrias alimentícias e farmacêuticas, cuida do controle do crescimento microbiano e da segurança e higiene no ambiente de trabalho, assim como controla a qualidade do produto final.
- No controle ambiental, na avaliação e prevenção da contaminação da água e do solo.
– Na engenheira, projetando, construindo e operando equipamentos que reproduzem, em escala industrial, processos que envolvam células vivas, empregados na fabricação de medicamentos, cosméticos, alimentos ou química em geral.

Aula 5: Engenharia genética

O seu consiste em transferir um gene de células de uma espécie para células de outra espécie, de maneira a dar às células receptoras uma propriedade nova ligada ao gene transferido.
O objetivo desta transferência é a produção em grande quantidade de enzimas, proteínas, hormônios como insulina e GH, vacinas, fatores de coagulação do sangue, ativadores das defesas orgânicas para o tratamento do câncer, obtenção de variedades de animais e plantas que apresentem potencialidades novas ligadas ao gene transferido tornando-se mais resistentes as condições climáticas, ao solo, aos predadores, maior longevidade, mais nutritivas, correção de defeitos hereditários, entre outros.
Os alimentos transgênicos são constituídos ou admitem na sua composição material com origem em organismos geneticamente modificados (organismos transgênicos). Esta manipulação é levada a cabo pela engenharia genética com a sua enorme capacidade para criar espécies novas a partir da combinação de genes de espécies existentes, por tanto, combinando também as suas características. Culturas de vegetais com genes de insetos para que produzam toxinas inseticidas, ou tomates com genes de peixes para atrasar a maturação são uma realidade que temos de enfrentar nos nossos dias.
A transferência de um gene, qualquer que seja o objetivo, implica sempre três grandes etapas:
a) Recombinação in vitro de DNA, em que ocorre a soldagem artificial de um gene a outro fragmento genético (vetor), que serve para introduzir o gene na célula receptora. O vetor mais usado é o plasmídios, que são seqüências circulares de DNA de bactérias, que se auto reproduzem. A soldagem é feita com intervenção de enzimas específicas.
b) Clonagem da bactéria portadora do plasmídio recombinado. A bactéria modificada, com um gene estranho no seu plasmídio, vai reproduzir-se fazendo assim cópias desse gene.
c) Expressão do gene estranho, após a sua transferência, isto é, a obtenção da síntese protéica codificada no gene introduzido.
*São usados bactérias, pois o tipo de reprodução dela é assexuada, ou seja, formam seres idênticos ao original.
* Ao invés de plasmídios poderiam ser usados vírus bacteriófago.
A produção de vegetais transgênicos consiste em infectá-los com a bactéria geneticamente modificada, por exemplo, com um gene responsável pela resistência aos herbicidas. Um tratamento com herbicida fará com que sobrevivam apenas as células que incorporaram o DNA introduzido. A partir de cada uma destas células induz-se, pela ação de hormônios, a formação de uma planta completa.
Já na produção de animais a técnica usada para introduzir genes estranhos em determinado genomas utiliza-se partículas de metal impregnadas com esses genes. Estas são bombardeadas sobre as células a modificar, fazendo com que os novos genes se liguem, no núcleo, ao DNA próprio. Tratando-se de células ovo é claro que os embriões e animais resultantes do desenvolvimento de células com genoma modificado serão transgênicos.

Aula 6: Técnica de obtenção de animais por meio de clonagem e a Ética

A clonagem de certos animais poderia facilitar a reprodução desses com certas características genéticas vantajosas como maior produção de leite, ovos, lã de melhor qualidade, mais músculos, produção de órgãos compatíveis com o ser humano fazerem transplantes, evitar que espécies sejam extintas.
Pela sua natureza, os avanços dos processos genéticos convivem com problemas legais e éticos. Um dos principais fatores que exigem um controle rígido pela sociedade organizada, e tem gerado polêmicas ético-morais, é a manipulação do genoma de seres vivos com fins de depuração da espécie.
Na clonagem humana, os maiores benefícios esperados pela comunidade científica estão no campo da terapia de órgãos e tecidos. É através dessa técnica, que pesquisadores esperam estudar as chamadas células-tronco (células primordiais no embrião que têm multipotencialidade para gerar os mais de 200 tipos celulares do nosso corpo), que poderiam gerar células cardíacas, hepáticas, hemácias, epiteliais e resolver ou amenizar problemas causados por enfarto, cirrose, leucemia e queimaduras da pele.
No Brasil, muito se tem feito no ramo de pesquisas com células-tronco adultas, extraídas do cordão-umbilical de bebês ou da nossa medula, mas essas células já sofreram algum processo de diferenciação e, portanto, têm potencial restrito para se transformarem em outros tipos celulares. Por isso as células-tronco cultivadas a partir de células retiradas de embriões despertam mais interesse, embora sejam muito mais polêmicas. Esse é o grande dilema ético, porque se estaria produzindo embriões exclusivamente para fins terapêuticos. O que é vida para grupos religiosos é apenas um emaranhado de células para alguns cientistas.
A técnica de clonagem ainda está em aperfeiçoamento. A alta taxa de mortalidade em experimentos com animais (90%), diagnósticos pré-implantacionais (antes do útero) e pré-natais, ainda em definição, alarmam para o fato de ninguém saber determinar a normalidade dos embriões. "Do ponto de vista científico a clonagem humana é inevitável, mas não sei se a sociedade como um todo vai permitir que isso aconteça, porque a ciência avança e não pensa nas conseqüências, o avanço é feito. Mas quem impõe os limites é a sociedade. Os aspectos jurídicos, morais, religiosos vão ser determinados pela sociedade.
A clonagem em animais pode ser feita de duas maneiras:
1) Consiste em utilizar o material genético (núcleo) extraído de uma célula não reprodutiva ou somática de um indivíduo e inseri-lo em um óvulo cujo núcleo com DNA tenha sido retirado. Essa célula pode ser originada de um embrião, feto ou adulto que estejam vivos, mantidos em cultura em um laboratório ou de tecido que esteja congelado.
2) As células somáticas são retiradas do doador e serão cultivadas em laboratório. De uma doadora colhe-se um óvulo não fertilizado e o núcleo é retirado. A célula cultivada é fundida ao óvulo por meio de corrente eléctrica, e assim temos o óvulo fertilizado com nova informação genética.